Se a situação durar mais do que algumas horas, três coisas determinam quão suportável ela é, e não são as três coisas que as pessoas esperam.
Água primeiro. Uma pessoa consegue passar muito tempo sem comida, mas não muito tempo sem água. Encha recipientes, a banheira e todas as garrafas da casa assim que pensar que o abastecimento pode ser interrompido — enquanto ainda houver pressão na tubagem. A água que está na rede não é sua até estar num recipiente.
Luz em segundo lugar. Não por conforto: para não cair pelas escadas, não pisar vidro partido e conseguir ver o que está a fazer às três da manhã. Uma lanterna e pilhas suplentes são melhores do que um telemóvel, de que precisa para outras coisas.
Calor em terceiro lugar. O calor perde-se pelas paredes e pelas janelas, não pelo teto. Uma divisão, com a porta fechada e todos dentro, é mais quente do que um apartamento inteiro pelo mesmo custo. Cobertores e camadas de roupa resultam; um aquecedor a combustível numa divisão fechada mata pessoas todos os invernos.
Nunca queime combustível em espaços interiores sem ventilação. O carvão, os geradores a gasolina, os fogões de campismo e os aquecedores a gás sem exaustão produzem monóxido de carbono, que não tem cheiro e não dá qualquer aviso. Esta é a forma mais comum de um corte de energia que seria possível suportar se tornar fatal.